Marcelo França maior incentivador do judô baiano faz desabafo no centro panamericano de judô

O judô brasileiro apesar de ser uma potência Olímpica, o esporte de maior resultado olímpico para o Brasil não está vivendo um bom momento fora dos tatames.

O judô brasileiro sempre obteve bons resultados em olimpíadas, mundiais e outras competições internacionais, mais ultimamente não tem mostrado a mesma qualidade nos bastidores.

A situação do judô brasileiro é tão preocupante que MARCELO FRANÇA o maior incentivador do judô baiano e um dos maiores líderes do judô brasileiro fez um desabafo no CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ no qual se encontra a situação do centro esportivo.

Veja oque diz Marcelo França sobre o centro panamericano de judô

Senhores presidentes, senhores amantes do esporte no Brasil, depois de quatro anos vim novamente ao Centro que deixei com todos cuidados amor e carinho.

Judocas brasileiros, fico emocionado, em menos de quatro anos encontro esse Centro destruído, fico sensibilizado que todos vocês estiveram aqui presente, muitos de vocês sonharam também, centenas de crianças de Lauro de Freitas de salvador sonham um dia ser campeão, ser um atleta olímpico.

Mas não, eu me emociono, fico triste quando eu vejo a falta de sensibilidade de todas essas pessoas, como se nada acontecesse.

Estamos em um momento de pandemia onde pessoas estão morrendo, não tem nem o que comer e se gasta milhões para tudo que era para ser usado no centro administrativo.

Professor Sílvio, faltou sensibilidade ao senhor, professor Sílvio, o senhor acabou com o nosso centro, um dos maiores centros do Mundo; professor Sílvio, o senhor acabou com o ônibus que levava os atletas para todo o Brasil, o senhor acabou com a carreta que lavava os tatames em todo o Brasil. Mas como não se não bastasse, deixou o Judô à nível internacional caindo das pernas e nem classifica mais.

Professor Sílvio, o senhor destruiu diversos sonhos, é um momento que me choca por dentro, o qual me magoa e o senhor quer que eu não seja candidato à Confederação? Claro que serei candidato. Para mudar tudo isto, para que o centro volte a funcionar. Eu prometi a minha família, prometi aos meus filhos, prometi ao Judô baiano e ao Judô brasileiro que eu daria a minha vida e tudo o que for possível para que isso volta a funcionar.

Para voltar a ter diversos eventos à comunidade que sonhou aqui em Lauro de Freitas, de Salvador, que os hotéis continuem cheios, os restaurantes, os grandes eventos que tinham aqui, etc.

O senhor tirou empregos, sonhos, tudo! E ficou com um sorriso sarcástico dizendo: “Eu faria isso na minha cidade, quanto mais aqui na Bahia.”. O senhor falou lá no restaurante, lembra? Eu não acreditei que o senhor faria isso, mas hoje nos documentos que nós pegamos da Setra, eu emocionei.

E vou lutar; gente, eu vou lutar, nem que eu faço uma greve de fome, só paro quando eu ver um reverso de toda esta história.

Senhores presidentes, há uma cumplicidade de todos vocês, inclusive da Bahia também, todos nós somos cúmplices, pois deixamos isso acontecer com o “maior centro do mundo”, Isso é responsabilidade de muitos de vocês.

Eu estou aqui emocionado, isso tudo acabado, o nome que tinha aqui: “Centro de Judô”, a limpeza dos vidros todos, feitas, praticamente, de quatro em quatro meses, com carinho e amor.

Falta de humanidade com o dinheiro público, esse dinheiro que construiu o Centro poderia fazer dezenas de creches, dezenas de hospitais e hoje poderia está funcionando servindo até para a Covid, isso poderia ser escolas ou até universidades.

Tudo destruído por falta de sensibilidade e de responsabilidade dessas pessoas, elas têm que pagar por isso e ainda querem destruir o resto que ficou do Judô brasileiro. Não vou aceitar, lutarei até o fim por isso.

Nós queremos movimentos e resgate da união do Judô, isso fique nas nossas esferas, mas, se não estiver, nós vamos levar ao Ministério Público, jornal e aonde for necessário. Tenham a certeza, só vou parar isso se me destruir. É o resgate do Judô, da união do Judô brasileiro. Precisamos resgatar tudo que foi destruído em menos de quatro anos.

Veja abaixo o vídeo do desabafo de Marcelo França

Vídeo feito por Marcelo França

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