CÉLULAS-TRONCO: Restauradoras da Vida

Utilizadas há décadas no transplante de medula óssea, atualmente as células-tronco são vistas como possível solução para males diversos – assim como uma espécie de moderna panacéia. No mundo todo, cientistas procuram descobrir o real poder dessas células de cura ou de regeneração de órgãos e tecidos.


Muitas das conquistas já alcançadas, como a regressão de corações chagásticos, ainda esperam comprovação de que foram elas mesmas as responsáveis pela melhoria. As experiências, no entando, reproduzem-se em todas as partes, indo de regeneração de
ossos e de pele à ligação essas células e o câncer.


Como terapia potencial para inúmeras doenças, não são somente os cientistas a se interessar pelas células-tronco. Elas já causam certa agitação no mundo dos investimentos, principalmente naquela parcela envolvida com capital de risco, que
acredita no poder de multiplicação e de auto-renovação – nesse caso, de recursos financeiros.


O final da década de 1990 foi o período mais produtivo para pesquisa biológica. Ao nascimento de Dolly, o primeiro mamífero clonado, seguiram-se rapidamente a primeira
derivação bem-sucedida de células-tronco embrionárias humanas e, na chegada do novo milênio, a conclusão do Projeto Genoma Humano.


A imprensa, desde então, vem reverberando essas conquistas, com o incentivo entusiasmado de muitos de muitos dos pesquisadores envolvidos, criando grande expectativa do público para uma nova era, a da MEDICINA REGENERATIVA. Há quem imagine que, daqui a alguns anos, será possível através de uma combinação células-tronco e engenharia genética, criar novas células e até órgãos inteiros para substituir aqueles que falirem em decorrência de doenças, de acidentes ou envelhecimento.

Por Edvaldo Júnior


Referência: Revista Scientific American Brasil – ANO 04, Nº39

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