O Portal Influência faz uma entrevista exclusiva com o pré-candidato João Pedro


Portal Influência – Bom dia a todos. Hoje, nós vamos falar com então pré-candidato a prefeito de Palmas de Monte Alto, o João Pedro.

Bom dia, João Pedro!
João Pedro – Bom dia, Erasto, e a todos os internautas que acompanham o canal no
Youtube do Portal Influência e também o site.


Portal Influência – Olha, João Pedro, quando as pessoas ficaram sabendo que faríamos uma entrevista com você, muitos fizeram perguntas. Aí selecionamos algumas, às quais
consideramos mais interessantes por estarem mais alinhadas ao assunto desta entrevista.


Portal Influência – A primeira pergunta é a seguinte, feita por Nattan, que é montealtense e mora em São Paulo. Ele pergunta por que a população deve votar em
você, e caso eleito, o que faria de diferente dos prefeitos anteriores, a exemplo Eutínio, Rubens e Fernando?
João Pedro – Obrigado pela pergunta, Nattan, o conheço. São duas perguntas embutidas em uma só. Por que deveriam votar em mim e o que eu faria de diferente dos outros?
Olha, a primeira vai do contexto histórico do que aconteceu. Há quarenta anos, Monte Alto é dividida entre dois grupos, é sempre um lado ou outro lado disputando o poder,
mas as figuras públicas que nós temos hoje na política são as mesmas desde a década de oitenta e se a gente for analisar a situação que Palmas de Monte se encontra hoje é mais
que prescindível que ocorra no município uma mudança. Palmas de Monte Alto é o segundo município mais velho a microrregião de Guanambi, o quinto em população e
ocupa a 13º posição na economia. Somos dezoito municípios na microrregião e Palmas de Monte Alto está na 13º posição! Sendo o quinto em população e o segundo mais
velho. Uma questão também eu gosto de trazer, Erasto, é a seguinte: Palmas de Monte Alto foi fundada junto com Vitória da Conquista, o documento de 19 de maio de 1840 funda a cidade de Palmas de Monte Alto e de Nossa Senhora da Vitória da Conquista,
hoje só Vitória da Conquista, e a cidade de Macaúbas. E as três são irmãs e Monte Alto ficou para trás na história; Vitória da Conquista atualmente é a terceira maior cidade do estado da Bahia. Então, assim, há algo errado na história de Monte Alto. O que aconteceu? E nesses últimos anos a gente não vê de fato uma política que possa reverter
à situação que a cidade se encontra. Infelizmente, os gestores de Palmas de Monte Alto não têm mais algo novo para oferecer à cidade e à população. Então, acredito, que as pessoas devem apostar na gente, apostar no projeto de renovação justamente por isso, é
preciso um novo olhar para a política da cidade. E isso insere também a resposta da segunda pergunta, o que a gente fará de diferente dos outros gestores? A gente quer fazer uma política participativa, ouvindo as pessoas, temos a tecnologia para isso, as informações correm muito rápido, olha a gente fazendo esta entrevista aqui pelo YouTube, tudo é muito rápido e interativo. E esses outros gestores de Monte Alto perderam o prazo nessa questão. Não sabem mais administrar dentro do sistema do
século XXI, é necessário um novo olhar. E nesse sentido vamos trabalhar escutando a população e fazer tudo planejando um projeto, porque é indispensável hoje fazer as
coisas pensando onde se quer chegar. E o grande projeto nosso é o Plano Diretor de Desenvolvimento de Palmas de Monte Alto. Só que sobre esse assunto eu o retomarei
mais para frente nesta entrevista. Então, Nattan, o grande projeto hoje é o planejamento e pensar no futuro, adaptar Palmas de Monte Alto às novas realidades.


Portal Influência – Muito bem. A outra pergunta, pré-candidato, é em relação ao esporte.
Porque quando o assunto é esporte, os gestores só dão ênfase a uma modalidade, que é futebol. Mas, além disso, temos o Judô, o Vôlei, etc. Porém, Monte Alto, no esporte,
resume-se ao futebol. Eu até brinco dizendo que a cidade tem diretor de esportes, mas sempre teve mesmo só diretor de futebol e há muitos talentos nos outros desportos que
podem ser muito bem aproveitados. Então, diante disso, o que você propõe, caso eleito, para melhorar essa questão de valorizar às outras modalidades esportivas, para que não
seja só futebol?
João Pedro – Isso! Uma questão que esta semana eu estava comentando com uns amigos, Erasto, foi que nós seres humanos temos a necessidade de pertencer a algo maior que a gente. Alguns se encontram na religião, uns no futebol, outros se encontram
em um outro esporte determinado. E isso nos dá sentido para buscar algo além da nossa vida. E hoje o esporte insere as pessoas nesse contexto. Para você ver, as pessoas que se dedicam ao esporte têm uma qualidade de vida melhor, tem relações pessoais melhores do aquelas pessoas que são marginalizadas além dessas exceções sociais. E agente olha para essa questão do esporte, e algo engraçado como você mencionou, que Palmas de
Monte Alto sempre se dedica à uma modalidade, é uma relação especial com o Futsal. E uma questão que eu comentei, do estádio, desse campo gramado que estão fazendo, que
poderia se pensar na verdade na construção de um ginásio. Não é? A manutenção de um ginásio se daria com menos custo do que manter um campo gramado, em uma região do
semi-árido do nordeste, não é? E a questão do ginásio, ele daria espaço para outras modalidades: Vôlei, Basquete, Futsal, Handebol; e também as modalidades de artes marciais. Por que? Na hora que não estavam treinando os outros esportes tinha o espaço coberto para que se possa dar atenção aos outros esportes. Nesse contexto, eu falo que é necessário que nós, os pré-candidatos ou possíveis gestores de Palmas de Monte Alto,
tenhamos esse olhar para o esporte e comece a incentivar. Monte Alto agora passa por um momento em que está começando a inserir a educação em tempo integral e é uma oportunidade de integrar essas outras modalidades esportivas justamente dentro de ensino, ou seja, incentivar desde a escola as pessoas se interessarem por outras partes do
esporte, não só o Futsal ou Futebol, mas como as artes marciais, Handebol, Vôlei, Basquete; e tantos outros esportes que poderiam ser inseridos na cidade, mas que
infelizmente não se tornam política pública. Eu acho que gestores de Palmas de Monte Alto também têm uma visão muito distante da realidade, acho que quando eles
estudaram, que o período era outro, não é? E hoje em dia, por eu ser uma pessoa mais jovem, estudei em Monte Alto, nas escolas de Monte Alto e trabalhei com a equipe de
gestores do Colégio Eliza, então, a gente tem olha mais próximo da realidade dos alunos. Então essa questão do esporte é que sim, a gente quer implantar em Monte Alto,
mudando o foco, tirando o foco só de um esporte e expandindo a visão para outros.
Portal Influência – Inclusive, João Pedro, eu vou dar um dado interessante aqui. Hoje na
Bahia tem um projeto chamado “Judô Nas Escolas”, o qual vem crescendo bastante e segundo a UNESCO o Judô é o melhor esporte para iniciar uma criança a partir de quatro anos de idade. Essas dados não são meus, essa informação está no site da UNESCO. Então, se tem esse estudo comprovado, por que não implantá-lo? Para a criança crescer com uma boa coordenação motora, postura física, concentração e velocidade no raciocínio. Tudo isso o Judô aborda. Agora, quanto a isso, eu não
conheço um estudo que afirme que o Futebol desenvolva essas habilidades em uma criança, não estou criticando o futebol.


João Pedro – Sim, não desmerecendo quem gosta de futebol. Mas essa questão de levar em consideração os estudos, algo me parece que os gestores de Monte Alto não se
importam com isso. E eu falo assim porque nos últimos quarenta anos aí, nenhum deles nunca se interessou em realmente pegar e estudar o que é uma boa prática o que é uma
má prática de política pública para inserção dentro da educação de Palmas de Monte Alto. Uma coisa, por exemplo, que muda muito a educação, eu sou totalmente contra,
contra, é a mudança no currículo da escola. A forma que as matérias devem ser ministradas aos alunos todas as matérias. A questão da direção, hoje em dia é indicação
política. Para nós, a gente acredita que a direção da escola deva ser um cargo eletivo dentro dos funcionários e o corpo docente da escola, cabe a eles elegerem o diretor. E os
coordenadores sendo escolhidos por currículo, porque aí a gente prática de indicação política, caso contrário a educação continuará do jeito que está, as coisas continuarão do
jeito que estão, sem nenhuma mudança.


Portal Influência – A outra pergunta, João Pedro, é a seguinte, foi feita por André Luiz: quais os apoios parlamentares que você possui, e caso você não possua, como pretende construir esse apoio, ou seja, quais são os deputados que te apóiam?
Porque sem o apoio parlamentar fica difícil trazer as obras para o município.
João Pedro – André, muito obrigado pela pergunta. É o seguinte, a gente têm hoje opoio da presidente do nosso partido, a deputada federal Lídice da Mata, a qual foi a primeira
mulher a ser prefeita de Salvador, a primeira mulher a ser senadora do estado da Bahia, hoje é deputada federal e nos dá total apoio. Eu estive com ela em Salvador, eu estive
com ela em Brasília, a gente debateu sobre a política de Palmas de Monte Alto, sobre a forma que a política de Monte Alto tem levado e também a gente tem o apoio do deputado federal Marcelo Nilo, que foi por dez anos presidente a Assembléia
Legislativa da Bahia, foi governador interino do estado da Bahia, ele também hoje é deputado federal e é um dos nomes a governador do estado em 2022. Então, assim, o
Partido Socialista Brasileiro (PSB), provavelmente deve ter um governador do estado nos próximos anos. Assim, o deputado Marcelo Nilo nos apóia aqui. Agora, André, a
gente tem que parar para analisar o seguinte. Palmas de Monte Alto, meio que viciou nessa questão de apenas buscar recursos do dinheiro parlamentar é necessário que
Palmas de Monte Alto tenha um olhar diferenciado e comece a caminhar com as próprias pernas, hoje o município de Guanambi, nossa “filha” aqui, arrecada, só internamente praticamente o mesmo que Monte Alto recebe de repasse da união durante um ano. Então, assim, o município de Guanambi, além do repasse da união, tem sua
arrecadação interna própria e gera a mesma quantidade de recursos de Palmas de Monte Alto, mas aí essa questão passa por incentivo direto do comércio e do incentivo
industrial local. Por que? É um ciclo que a gente precisa fazer, você fomenta o comércio, você incentiva o comércio de Monte Alto a crescer, o comércio paga o Imposto Sobre Serviço (ISS), isso retorna para o município e aí a arrecadação aumenta.

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O Código Tributário de Palmas de Monte Alto, André, é de 2006, então a gente está
muito defasado dentro da realidade do que nós poderíamos estar arrecadando. Mas aí é
que passa, preciso de um olhar diferente para o município, um olhar novo. Preciso olhar a política pública o planejamento municipal de outra forma e aí aquela questão:
incentivar para arrecadar mais.


Portal Influência – Tem outro pergunta aqui também, novamente do Nattan, ele quer
saber o seguinte: o que você faria para aumentar o percentual das pessoas da zona rural que entra na faculdade, visando que elas têm que percorrer trinta quilômetros em média
por dia para cursar o ensino médio e fundamental?
João Pedro – Nattan, essa pergunta é boa porque surgiu esse questionamento uma vez
que a gente tava fazendo, antes pandemia, uma visita na comunidade de Alazão. Tinha alguns jovens assim e essa pergunta foi feita: como facilitar inserção do jovem da zona
rural na faculdade? E é uma questão que agente têm que trazer à tona uma política pública que já foi debatida anos atrás, eu não cheguei a conhecer, eu conheço o irmão dele que é filiado ao partido, por Frederico (in memoriam), o qual eu acredito que hoje seria um dos nomes a pré-candidato a prefeito de Monte Alto, acho que desde a eleição passada, ele seria a renovação política da cidade, foi ele quem idealizou a República
Estudantil de Palmas de Monte Alto (REPAMA). E nessa questão a gente têm que pensar em uma sede no Município de Palmas de Monte Alto, para dar um suporte. E durante à semana esses alunos residem aqui, para que possam fazer faculdade em
Guanambi, que é a maior realidade que nós temos aqui hoje, próximas, tratando-se de faculdades, é em Guanambi. E que este ano, aproveitando para fazer um adendo aqui, os estudantes estavam indo por meio de bolsas, eu acredito que é uma política que deu errado. A meu ver deu totalmente errado porque não contempla todo mundo e se for
olhar, não foi uma economia muito inteligente da prefeitura, essas bolsas. Eu acredito que o ônibus gratuito para todos, além do ensino superior, também para ensino técnico e
para outras pessoas que buscam outros cursos de capacitação no município vizinho é o mais certo, o mais correto. A disponibilização do ônibus gratuito para todos, não só para o ensino superior; não só bolsas, mas o ônibus. A educação hoje é o que dá a oportunidade a essas pessoas de mudarem de vida. E se em Palmas de Monte Alto não há faculdade, a gente precisa abrir a oportunidade para que esses jovens possam ser
inseridos. Não sei se eu consegui responder tudo, Nattan. Mas a questão é esta: facilitar
o acesso por meio da construção de moradias, de repúblicas, para com que eles possam se deslocar com maior facilidade.
Portal Influência – Certo. E a saúde, João Pedro, qual é a visão que você tem e o que pensa para melhorar? Porque não só Monte Alto, mas no Brasil, nós temos uma saúde
defasada, no Brasil o ministro saúde foi trocado várias vezes em época de pandemia. E isso reflete na gente, no município.
João Pedro – Olha, a saúde de Palmas de Monte Alto é uma questão assim que se a agente for parar para diagnosticar a situação do município, a gente ver um cenário aí que não é ruim na saúde hoje, é algo antigo, de gestor após gestor os mesmo problemas acontecendo, as mesmas dificuldades e eu acho até cômica essa situação porque os gestores são os mesmo e os problemas são os mesmos. Será que esses gestores, por
terem já convivido com esses problemas, não teriam soluções? Não poderiam ter solucionado esses problemas? Assim como o Código Tributário, a última reforma no
hospital foi em 2006, agora devem-se fazer uma outra reforma no hospital. Palmas de Monte Alto está muito aquém do que poderia ser. E nessa questão, eu sempre chamo
atenção na saúde que quantas pessoas da zona rural passam por dificuldade sendo mal atendidos no hospital? E tem dificuldade em marcação de exame, além de não serem
bem atendidos, humilham-se em frente à secretaria para marcar um exame, passam horas para conseguir um horário de marcação. Isso quando consegue. Não é uma ou duas, são vários relatos de mães que pediram ultrassom e o ultrassom só sai depois que a criança nasce. E depois vai fazer o que, um ultrassom na criança é? Porque durante a gravidez não foi possível de se fazer. Então, assim, é necessário, e é aí que entra mais
uma vez o olha da gestão no século XXI, o olhar da gestão dentro da possibilidade da tecnologia. Você que está me acompanhando aí, que é mais velho, hoje você manda
uma mensagem no whatsapp aí, no estante conversa com um neto lá em São Paulo, conversa com os filhos que estão morando fora, conversa com todo mundo. Em piscar de olho está todo mundo conectado. Me diz qual a dificuldade que tem de se implantar
um sistema onde a marcação de exames seja feita automaticamente? Vamos lá, Erasto, um exemplo de simplificado para a população nessa questão da saúde porque é uma
questão que a gente sempre olha com muita atenção e com muito carinho. Você chegou ao hospital hoje e precisa passar no cardiologista, aí o médico diz: “Você precisa passar
por um cardiologista, Erasto, e vamos marcar aqui agora a sua consulta, no hospital mesmo.” Então, no hospital mesmo ele faz o cadastro e suponhamos que esse mês tem
cinco vagas e ele preenche com seus dados e diz o dia em que você será atendido pelo cardiologista, seu exame está marcado, protocolo está aqui e compareça em determinado dia. Caso não tenha as vagas nesse mês, aquelas cinco vagas, então
marcaremos para o próximo mês e diz: “ Olha esse mês não tem vaga, sua marcação será no próximo mês, nessa data aqui, em determinado dia e horário.” É um sistema que
a pessoa não precisa mais ficar se humilhando na porta de secretaria, ou ficar dando viagem perdida, eu conheço pessoas que vêm de comunidades, Erasto, vêm de longe e
chegam aqui e escutam: “Ah, não certo hoje. Volte outro dia!”, várias vezes escutam isso. E essas pessoas pagam para virem ao município, de dez, de doze, de quinze reais
por dia e somado no fim do mês ela já pode ter gastado dos seus cinqüenta a sessenta reais, sem conseguir resolver de fato. O certo é dar uma viagem só, chegou ao médico, marcou, automaticamente foi para lá, sem precisar se humilhar, sem precisar pedir secretário e sem precisar ficar devendo favor. Porque há uma prática horrível que acontece no município de Monte Alto. É a seguinte: se é exame, cirurgia ou algo de mais complexidade, eles te encaminham para o prefeito e passam resto da vida batendo em seu ombro dizendo: “Olha, você lembra que eu te ajudei”. Ninguém ajuda ninguém
no serviço público não, é direito de cada cidadão ser atendido e isso a gente quer implantar e, se Deus quiser, a gente vai conseguir reduzir as filas, reduzir e zerar as filas
de ortopedia, que outro dos grandes problemas de Monte Alto, cardiologista, pretendemos fazer um mutirão para começar a zerar essas filas. Porque nesse sistema as
pessoas serão atendidas com qualidade, no horário certo, sem ser e tratadas de forma igual. Em Monte Alto ainda persiste esse diferenciamento de tratamento, as pessoas de um grupo são tratadas de uma forma se oposição de outra, e isso precisa acabar.Portal Influência – Um outro assunto interessante que eu gostaria de abordar com você,
pré-candidato, é a questão da infraestrutura da cidade. Monte Alto não tem rede de esgoto, a gente vê as pessoas águas de pia, de lavar roupa e coisas desse seguimento e ela escorre pelas ruas deixando mau cheiro, isso vai gerar problemas para a saúde da
população. Você é arquiteto, então como pretende mudar isso em nossa cidade?
João Pedro – Aqui entra também a questão do Plano Diretor essa para as pessoas que
estão acompanhando pela primeira vez e talvez não conheça minha formação. Bom, eu
sou arquiteto, urbanista e estou fazendo uma pós-graduação agora em Gestão
Estratégica da Administração Pública, justamente por acreditar que a gente deva entrar para política preparado. O saneamento é um plano para que em 2025 seja implantado
em Monte Alto a rede de esgoto, mas político nenhum quer fazer rede de esgoto porque é uma “obra enterrada” e ninguém vê uma obra feita no subsolo, para eles é um tipo de
obra de não dá votos. Mas como entra em minha formação e sei que é necessário fazer
isso, a gente quer buscar e quer implantar. Temos o projeto. E isso é algo que a população de Monte Alto têm que ficar preparada porque após a implantação da rede de
esgoto, depois as pessoas vão reclamar da conta, por quê? Na taxa de esgoto é cobrada
oitenta por cento volume do água, então em média todas as contas de água que tiverem
encanadas com a rede de esgoto vão subir oitenta por cento, por isso é necessário que as
pessoas estejam preparadas e com esse pensamento. Mas não pensar só nos gastos
vamos ter, mas nos benefícios. Hoje Palmas de Monte Alto têm vários poços artesianos,
quantos poços artesianos você conhece? Eu mesmo contei mais de seis só dentro da
sede do município, por isso é necessário que o esgoto seja bem tratado para esses poços
artesianos continuem com água de boa qualidade, senão vai infectar o lençol freático e
aí a pessoa vai gastar dinheiro para perfurar o poço e quando for extrair a água será uma
água de má qualidade. Então é necessário que comece a pensar nessa implantação. E aí
vem a questão do Plano Diretor que é o grande projeto da gente é a grande garantia de
infraestrutura da cidade. O Plano Diretor de Desenvolvimento do Município (PDDM) é
algo que a Constituição Federal prevê que todos os municípios com mais de vinte mil
habitantes tenham. O engraçado que aqui nesta região nossa, do Rio São Francisco até
Vitória da Conquista, dos municípios que precisam ter esse Plano Diretor e não têm, são
só Palmas de Monte Alto e Anagé, só. Dos que precisam ter e não têm esses Plano, são
só essas duas cidades do Rio São Francisco à Vitória da Conquista. Um exemplo,
Guanambi, nossa vizinha aqui já está revisando o Plano Diretor, por quê? O Plano
Diretor é válido por vinte anos e tem que ser revisado no meio período, ou seja, no
décimo ano ele deve ser revisado. E esse Plano Diretor garante, algo necessário a se
fazer em Monte Alto porque agente acaba com essa política de um fazer e o outro
desmanchar ou um começar e outro não terminar, que os prefeitos sigam à risca que foi
planejado durante esses vinte anos. São cinco mandatos, então assim, se hoje a gente
quer uma rede de esgoto, estará inserido no Plano Diretor a rede de esgoto com um
prazo determinado para ser feito. Outro exemplo, o aterro sanitário, que também já uma
obrigação dos municípios e que está na Constituição brasileira, o aterro sanitário. Hoje
pode-se fazer por meio de consórcios juntando mais de um município para que seja
possível a questão do aterro sanitário. Porque, infelizmente, Palmas de Monte Alto não
ta tendo recursos para a criação do aterro sanitário, mas fazendo o consórcio com outros
municípios, a exemplo Monte Alto, Iuiú, Sebastião Laranjeiras e Malhada é possível a
construção desse aterro. Por meio dos consórcios, mas tudo com um planejamento. E
esse plano também eu quero chamar a atenção porque na Lei Orgânica do Município, de
1990, tem escrito no artigo sessenta e dois que diz o seguinte: “O Plano Diretor de Desenvolvimento é o grande garantidor do desenvolvimento de Monte Alto”. Há trinta
anos que isso está escrito. Eu pergunto: os gestores que já passaram aqui não têm
conhecimento ou não têm vontade colocar em prática aquilo que está escrito na Lei que
rege o nosso município? Então assim, nós temos esse olhar que é necessário começar a
planejar. Monte Alto, o nosso município, daqui a vinte anos completa duzentos anos. A
gente quer chegar aonde com esses duzentos anos, quer continuar do jeito que está? A
gente quer continuar com município desta mesma forma, com esta mesma estrutura que
temos hoje ou queremos avançar? A gente quer para os filhos da gente, para os nossos
familiares um município como, daqui a vinte anos? Então, o grande projeto da gente é
esse: debater um Plano Diretor, construir as propostas junto à população. Porque uma
coisa também é interessante, Erasto, que esse Plano Diretor ele é importante para ser
feito dialogando com as comunidades, o distrito de Rancho das Mães, vai falar o que ele quer para o Rancho das Mães, não o gestor. O que será feito é o que a população quer, então assim, a gente vai debater em cada distrito, em cada comunidade, em cada região o que cada um quer para si e assim garantir o futuro de Palmas de Monte Alto com a
participação de todos. Mas é um novo pensamento que só uma nova gestão pode oferecer.
Portal Influência – Então, pré-candidato, eu vi por meio das redes sociais um projeto de
uma rodoviária muito bonito, mas um projeto no papel não quer dizer que ele será posto em prática, porque não é tão simples. Eu que saber como você pretende e com quais recursos você vai fazer essa rodoviária? E para ter uma rodoviária no município tem que
ter o apoio das aviações, elas precisam colocar seu esforço aqui para pegar os
passageiros levar e vir, tipo a Novo Horizonte, Gontijo e outras aviações que hoje só
vão até Guanambi. Então é necessário o interesse aviações para criar uma rodoviária em Monte Alto.
João Pedro – Boa pergunta, Erasto, algo que repercutiu muito essa questão da rodoviária
em Monte Alto pelo fato do projeto que a gente disponibilizou, na verdade a criação da
rodoviária. Essa questão das aviações, hoje em Palmas de Monte Alto já têm as duas
linhas, o pessoal da Novo Horizonte , que é possível comprar a passagem em Monte
Alto e também a Gontijo, só não temos a estrutura física para que esses ônibus possam
estar embarcando e desembarcando. E a partir disso também, criando-se essa estrutura
pode-se começar a atrair uma ampliação de linhas. Por exemplo, muitos ônibus hoje
fazem linha, passam até Carinhanha, vêm alguns de Sebastião Laranjeiras e outros vão
só até Guanambi. A principal linha de Salvador até Guanambi, não Salvador à
Guanambi, mas Salvador a Urandi, então ela passa pelo município de Guanambi e
terminaria em Urandi, que é um município praticamente do porte de Monte Alto. Então,
assim, se você hoje disponibiliza estrutura, a linha pode ser Salvador à Monte Alto. Por
isso é necessário fazer essa estrutura para que possam se adequarem às linhas. Essa
questão de linhas é fácil de resolver perante o governo do estado para que Monte Alto
seja um reduto de linhas de ônibus. Inclusive, uma coisa que a gente até comentou certa
vez aqui a questão do turismo na cidade, se Monte Alto quer ser uma cidade política ela
precisa de uma infraestrutura necessária para que os turistas possam desembarcar na
cidade. E quanto a questão dos custos, aquele projeto ficaria em torno de um milhão e
duzentos mil reais, que pode parecer muito, mas que não é dentro do orçamento de
Monte Alto. Fazendo uma economia certa, atraindo os recursos certos é possível se
fazer hoje, só a folha de pagamentos dos funcionários do município está girando em torno de um milhão e meio, então você vê que um milhão para o orçamento da
prefeitura da cidade não é lá esse absurdo todo que se parece. E outra, além desses
recursos, os recursos próprios do município, claro que não queremos esse valor de
emenda parlamentar, mas se pode buscar em emenda parlamentar. E não só por meio de
deputados, porque entra uma coisa interessante do nosso movimento da nossa forma de
fazer política. Hoje a gente leva o político, Erasto, com muito respeito tanto ao ex-gestor quanto ao atual gestor. Eu com as pessoas do nosso partido para tratá-los com
muito respeito, tanto o ex-prefeito quanto o atual prefeito, pois são pessoas de idade e já
estão com quase setenta anos ambos, então é necessário manter o respeito e reconhecer
que eles já serviram o município. E por essa questão do respeito, a gente pode sentar
também amanhã ou depois com os deputados da bancada deles, afinal de contas, todos
não tiveram votos em Monte Alto? Então é hora de todos se juntarem para trabalhar
pela cidade. Mas o que vejo hoje? Hoje o deputado do atual prefeito não senta com o do
ex-gestor e o deputado do ex-gestor não senta com o deputado do atual prefeito. A gente
não, pelo contrário, nós temos buscado uma política de diálogo de respeito, então é possível todos os planos que a gente está prevendo aqui para a população de Monte Alto
de se realizar porque nós vamos buscar apoio não só dos nossos deputados, mas de
todos os deputados que tiveram votos em Palmas de Monte Alto. E isso só é possível
com a política a qual nós temos feito, uma política sem ódio, uma política de propostas,
e de respeito.


Portal Influência – Muito bom! Obrigado, pré-candidato, aqui nós do canal Portal
Influência falamos aqui com o pré-candidato João Pedro, gostaríamos de desejar uma
boa sorte em sua caminhada e pedimos para que você deixe suas considerações finais
para o povo montealtense.
João Pedro – Obrigado, Erasto, pelo convite, estou disponível, toda vez que o canal
quiser fazer eu faço presente. E outra coisa, eu acredito que a política deve ser feita
assim: por meio de debates, entrevistas e colocando para a população o que a gente
pensa, acredita e como queremos fazer. Então, mais um vez, agradeço pela oportunidade
de estar conversando contigo, os internautas e todos os inscritos no canal, aproveitando
para convidar o grupo do Movimento Pensar a se inscreverem no canal para
acompanhar, já que eu acho que essa não será primeira não vai ser a última entrevista
aqui no canal. Diante disso, muito obrigado, compartilhem o vídeo e vamos pensar
diferente este ano de 2020. Palmas de Monte precisa mudar e a oportunidade é agora.

Por Erasto Correia / André Luiz, edição Edvaldo Júnior

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