Em busca de um lugar único na história, Amanda Nunes encara Felicia Spencer no UFC 250

Leoa tenta defender ser a primeira pessoa a defender dois cinturões do UFC estando de posse de ambos. Adversária é a primeira canadense a disputar um título do UFC desde GSP em 2017

Quando entrar no octógono do UFC em Las Vegas neste sábado, Amanda Nunes terá muito mais do que a peso-pena canadense Felicia Spencer pela frente. A Leoa, atual campeã peso-galo e peso-pena do UFC, terá a história como segunda maior rival no UFC 250. O objetivo é fazer o que jamais foi feito: defender dois cinturões da organização tendo posse de ambos. Nem mesmo nomes como Daniel Cormier, Conor McGregor e Henry Cejudo, que foram campeões duplos do evento, conseguiram defender os dois títulos sendo detentores de ambos.

Combate transmite o UFC 250 ao vivo, na íntegra e com exclusividade neste sábado, a partir das 19h20 (de Brasília), com o “Aquecimento Combate”. O SporTV 2 e o Combate.com transmitem o “Aquecimento” e as duas primeiras lutas do card preliminar. O site acompanha todo o evento em Tempo Real.

Após cinco defesas de cinturão no peso-galo, batendo nomes como Ronda Rousey, Valentina Shevchenko, Raquel Pennington, Holly Holm e Germaine de Randamie, em uma invencibilidade de dez lutas em seis anos (sua última derrota aconteceu em 2014), a brasileira tenta a primeira defesa do título peso-pena – ela fez apenas uma luta na categoria, quando conquistou o cinturão derrotando Cris Cyborg por nocaute no UFC 232. Mas se engana quem acha que a possibilidade de fazer história é um peso a mais para a Leoa.

De forma nenhuma. Eu nasci para ser campeã. Quero continuar fazendo história, batendo recordes e me aposentar sem perder meus dois cinturões. Não importa quem coloquem na minha frente. Pode ser a mulher de ferro. Eu vou vencer. Não pisquem os olhos. Quero o nocaute. A Felicia é uma menina dura, mas tem muitos buracos no seu jogo. Ela é um pouco descuidada, e vem com tudo para a luta. É nessa hora que eu sobressaio. Gosto quando as minhas adversárias vêm me atacar na maluquice. É aí que eu me saio melhor – disse Amanda.

Já a canadense, ex-campeã peso-pena do Invicta FC e que é a primeira atleta do seu país a disputar um cinturão do UFC desde que Georges St-Pierre conquistou o título peso-médio contra Michael Bisping em 2017, vê com tranquilidade a luta contra a brasileira, e garante que o respeito que sente não vai intimidá-la na hora da luta.

É uma honra enfrentar uma lenda como Amada Nunes em uma disputa de cinturão. Vejo como um sonho sendo realizado. Claro que eu a respeito, e não acho que, quando eu a vencer, o título de “melhor de todos os tempos” virá para mim. Isso é parte de um processo, e eu estou só começando. Para mim, é mais uma luta por um cinturão, claro que em uma escala maior do que as que eu já tive, mas estou ansiosa para surpreender o mundo. Sempre fui o azarão nas minhas lutas, e gosto disso. Superar essa desconfiança me dá uma motivação extra.

Por Evelyn Rodrigues

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